A Espada do Espirito

Espada do Espirito“Tomai a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus” Efésios 6:17

 

Ser um cristão é ser um guerreiro. O bom soldado de Cristo não deve esperar tranquilidade neste mundo – ele é um campo de batalha! Nem deve ele se apoiar na amizade com o mundo, pois isso seria inimizade contra Deus. Sua ocupação é a guerra. Enquanto ele põe, peça por peça, a armadura que lhe foi dada, ele deve sabiamente dizer a si mesmo: Isso me avisa do perigo; isso me prepara para a batalha; isso profetiza oposição.

 Dificuldades nos encontram mesmo quando estamos guardando posição, pelo que o apóstolo, duas ou três vezes, nos exorta – “Resistam“.  Na agitação da batalha, os homens podem perder suas próprias pernas. Se eles conseguem se manter marchando, eles sairão vitoriosos, mas se eles pararem pela ferocidade de seus adversários, tudo está perdido. Você tem de colocar a armadura celestial para poder permanecer.   E você irá precisar dela para manter a posição em que o seu Capitão lhe colocou.   Se mesmo para permanecer exige-se todo esse cuidado, julgue você  como deve ser a guerra!

O apóstolo também fala de resistir tanto quanto permanecer. Não devemos somente nos defender, mas também atacar. Não é o suficiente que você não seja conquistado, você deve conquistar e, por causa disso, nós descobrimos que nós temos de usar, não somente um capacete para proteger a cabeça, mas também uma espada com que atormentar o inimigo.

O nosso conflito é severo, permanecendo e resistindo;  nós precisaremos de toda a armadura da indumentária Divina, toda a força do grande Deus de Jacó! Está claro que a nossa defesa e nossa conquista devem ser obtidos por dura luta. Muitos tentam um meio-termo, mas se você é um verdadeiro cristão, você nunca fará bem essa negociação.  A linguagem do enganador não fica bem na língua santa.

O adversário é o pai da mentira e aqueles que estão com ele entendem a arte da enganação, mas santos a abominam. Se discutimos termos de paz e tentamos ganhar algo por diplomacia, entramos num curso do qual devemos retornar em desgraça. Não temos nenhuma ordem do nosso Capitão de trilhar um acordo e tentar conseguir os melhores termos que pudermos. Não somos enviados para oferecer concessões!  Se cedermos um pouco, talvez o mundo ceda um pouco, também, algum bem pode vir disso. Se não formos tão estritos e fechados, talvez o pecado irá gentilmente consentir em ser mais decente. Nossa associação com ele o prevenirá de ser tão descarado e atroz.

Se não formos tão bitolados, nossa doutrina inteira cairá com o mundo e aqueles do outro lado não serão tão sequiosos pelo erro como são agora. De modo nenhum! Certamente essa não é a ordem que nosso Capitão ordenou. Quando a paz for para ser feita, Ele a fará, Ele mesmo, ou Ele nos dirá como proceder até este fim. Mas no presente nossas ordens são bem diferentes. Nem devemos esperar vencer sendo neutros, ou dando ocasionalmente uma trégua. Não devemos sair do conflito e tentarmos ser o mais agradáveis que pudermos com os inimigos de nosso Senhor.  Nenhuma ordem desse tipo está escrita aqui. Devemos agarrar nossas armas espirituais e seguirmos a diante para esta batalha. 

Nenhuma batalha é vencida por acidente. Nenhum homem foi jamais feito santo por uma chance feliz. Dano infinito será feito por excesso de descuido, mas nenhum homem jamais venceu a batalha da vida por descuido. Deixar as coisas acontecerem é deixar que elas nos arrastem até o inferno. Não temos ordens de ficarmos parados e cuidarmos dos problemas sem seriedade. Não, temos que orar em todo o tempo e vigiar em todo o tempo. O tom que é dado fortemente neste texto é esse – TOMAI A ESPADA! TOMAI A ESPADA!

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